18 de dez. de 2015

Chegar até aqui...

... foi difícil, mas tenho que continuar!

Hoje foi o último ensaio para a apresentação de Natal do coral e uma música me fez chorar.

"... mais parece que um furacão me alcançou, Deus eu não podia imaginar!
Perdi meu chão, olha como chora o meu coração..."

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E quando eu pensei que tudo tinha acabado, me surpreendi, vi que tinha que seguir sozinha. O momento mais difícil sem você até agora mãe!


9 de set. de 2015

Ela virou estrela...

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"SAUDADE, não sei se é a palavra certa para usar, ainda lembro do seu cheiro..." 😔

A gente está preparado pra perder qualquer pessoa, mas a mãe não, no fundo a gente sempre acha que mãe é pra sempre!

Perder tio, tia, avô, avó, parentes, amigos... enfim, nada se compara.

A dor não cabe no peito. Paixões perdidas não doem nem de longe...

É como se tivessem arrancado um pedaço de mim e me jogado num lugar onde eu não conheço nada nem ninguém, nem essa explicação explica.

Eu ando na rua procurando algo que não sei o que é, vou à lugares sem saber se vou chegar e quando chego, não sei como cheguei.

É como se eu não soubesse mais quem eu sou, não lembro se comi ou se dormi, perdi os horários, perdi as coisas, perdi o gosto e a vontade de fazer algo e ter um alguém por quem fazer...

Em tudo o que tento ocupar minha cabeça surge uma frase, um gesto, uma música que ela gostava... em tudo eu enxergo você MÃE.

Mas agora falta o cheiro, falta o toque, falta o abraço, falta a voz, simplesmente falta!

Hoje faz um mês. Parece que ainda te vejo olhando pra mim... mal eu sabia que seu olhar me dizia ADEUS!!!


***PS: Meu consolo é que te perdi para a vida eterna!!!***

20 de ago. de 2013

Be Happy

Era aniversário dela, plena segunda feira.

Eles organizaram uma surpresa. Bolo, suco, lágrimas e emoção a deixaram transformada!

Todos fingiram que não se lembraram, fingiram que era só um dia comum. No meio da manhã pediram que ela fosse fazer o café e antes que ficasse pronto, alguém a chamou para uma emergência e de repente um bolo e palmas e parabéns e o choro... 

Ela esperava que o pessoal da tarde fizesse algo mesmo, mas o pessoal da manhã era tão cheio de si e distante e nada mais fazia sentido a não ser chorar de emoção.

As lágrimas salgadas se misturaram com o doce do bolo, o café perdeu o gosto de repente e a alegria tomou conta daquele semblante.

De tarde uma festa, de noite outra comemoração... só faltava o presente tão esperado que nunca chegou.

Ainda há 10 minutos para o dia terminar, mas ela não vai arriscar!

28 de fev. de 2013

A propósito...

Luzes, câmera, ação!

Seguindo o caminho elegantemente para não perder o holofote e de repente o andar foi interrompido por um pedido de ajuda.

A responsável pela minha existência chamou e eu me desesperei, mal sabia o que havia acontecido com seu pé.

Era o dia da minha formatura, o momento mais aguardado dos últimos anos e eu estava ali totalmente feliz, mas plenamente preocupada com ela.

Quando penso no que aconteceu, me dá vontade de chorar por tanto amor. Ela quebrou o pé, mas ficou até o fim da colação de grau e me aplaudiu de pé. Quando descobrimos o que havia acontecido, eu não consegui imaginar como ela aguentou tanta dor, só mesmo o amor de mãe para suportar tanto e sorrir num momento desses.

Hoje faz um mês que ela estava lá e linda radiante. Andou pelo salão e tirou fotos sorrindo com o pé quebrado, algo que eu jamais vou esquecer na minha vida!

A propósito, já disse que te amo hoje, mãe?


14 de out. de 2012

O dia em que eu queria voar...

Eu tinha dois ou três anos, quatro talvez, não sei dizer ao certo. eu era muito criança, mas mesmo tão pequena, lembro que eu amava o Super Man e meu sonho era um dia voar como ele, ou ser salva e carregada por ele como acontecia sempre com a Louis Lane Jornalista do Planeta Diário.
E todos os dias eu esperava o desenho na televisão, e ficava maravilhada com a força que o Clark Kent parecia ter, que sonho! E que vida era aquela que não me permitia entrar na TV para estar ao lado do meu super-herói favorito?
Teve um dia que eu coloquei uma fralda amarrada ao pescoço e fui para o beiral da casa em que eu morava, tinha uns 5 metros de altura, e eu, tão pequena feito uma minhoca que vai ser engolida por um peixe... na verdade, a altura iria me engolir.
Lembro que eu estava de braços abertos, sentindo o vento no rosto. Sim, eu queria voar. Naquela hora, eu queria ser a Mulher Maravilha, ela também voava e quem sabe poderia conquistar o Clark o ajudando a salvar o mundo, um mundo que poderia estar apenas no começo do fim caso eu pulasse daquele beiral.
Eu ameacei, tentei, mas lá embaixo estava minha tia e minha avó com as mãos estendidas para me pegar caso eu pulasse. Próximo a mim, no meu lado direito, estava minha mãe, ela não conseguia passar pela grade de ferro, pois o tamanho não deixava. Então ela tentava me fazer voltar oferecendo biscoito sem recheio. Qualquer criança que se preze, nunca iria se deixar comprar por um biscoito sem recheio. Eu não atendi.
Continuei na fantasia de voar e quando estava prestes a pular, ela, a intrusa de sonhos, minha mãe conseguiu me agarrar forte num momento de descuido, e nesse dia eu não voei!
Acho que foi daí que veio minha paixão pelo jornalismo, e não depois de grande como eu sempre digo que foi. 
Peraí, estou me lembrando, só pode ter sido. Sim, eu sempre quis estar no lugar dela, e foi por isso que ingressei na faculdade de jornalismo... eu na verdade sempre quis ser a Louis, queria ser salva pelo meu Super Man!