20 de ago. de 2013

Be Happy

Era aniversário dela, plena segunda feira.

Eles organizaram uma surpresa. Bolo, suco, lágrimas e emoção a deixaram transformada!

Todos fingiram que não se lembraram, fingiram que era só um dia comum. No meio da manhã pediram que ela fosse fazer o café e antes que ficasse pronto, alguém a chamou para uma emergência e de repente um bolo e palmas e parabéns e o choro... 

Ela esperava que o pessoal da tarde fizesse algo mesmo, mas o pessoal da manhã era tão cheio de si e distante e nada mais fazia sentido a não ser chorar de emoção.

As lágrimas salgadas se misturaram com o doce do bolo, o café perdeu o gosto de repente e a alegria tomou conta daquele semblante.

De tarde uma festa, de noite outra comemoração... só faltava o presente tão esperado que nunca chegou.

Ainda há 10 minutos para o dia terminar, mas ela não vai arriscar!

28 de fev. de 2013

A propósito...

Luzes, câmera, ação!

Seguindo o caminho elegantemente para não perder o holofote e de repente o andar foi interrompido por um pedido de ajuda.

A responsável pela minha existência chamou e eu me desesperei, mal sabia o que havia acontecido com seu pé.

Era o dia da minha formatura, o momento mais aguardado dos últimos anos e eu estava ali totalmente feliz, mas plenamente preocupada com ela.

Quando penso no que aconteceu, me dá vontade de chorar por tanto amor. Ela quebrou o pé, mas ficou até o fim da colação de grau e me aplaudiu de pé. Quando descobrimos o que havia acontecido, eu não consegui imaginar como ela aguentou tanta dor, só mesmo o amor de mãe para suportar tanto e sorrir num momento desses.

Hoje faz um mês que ela estava lá e linda radiante. Andou pelo salão e tirou fotos sorrindo com o pé quebrado, algo que eu jamais vou esquecer na minha vida!

A propósito, já disse que te amo hoje, mãe?


14 de out. de 2012

O dia em que eu queria voar...

Eu tinha dois ou três anos, quatro talvez, não sei dizer ao certo. eu era muito criança, mas mesmo tão pequena, lembro que eu amava o Super Man e meu sonho era um dia voar como ele, ou ser salva e carregada por ele como acontecia sempre com a Louis Lane Jornalista do Planeta Diário.
E todos os dias eu esperava o desenho na televisão, e ficava maravilhada com a força que o Clark Kent parecia ter, que sonho! E que vida era aquela que não me permitia entrar na TV para estar ao lado do meu super-herói favorito?
Teve um dia que eu coloquei uma fralda amarrada ao pescoço e fui para o beiral da casa em que eu morava, tinha uns 5 metros de altura, e eu, tão pequena feito uma minhoca que vai ser engolida por um peixe... na verdade, a altura iria me engolir.
Lembro que eu estava de braços abertos, sentindo o vento no rosto. Sim, eu queria voar. Naquela hora, eu queria ser a Mulher Maravilha, ela também voava e quem sabe poderia conquistar o Clark o ajudando a salvar o mundo, um mundo que poderia estar apenas no começo do fim caso eu pulasse daquele beiral.
Eu ameacei, tentei, mas lá embaixo estava minha tia e minha avó com as mãos estendidas para me pegar caso eu pulasse. Próximo a mim, no meu lado direito, estava minha mãe, ela não conseguia passar pela grade de ferro, pois o tamanho não deixava. Então ela tentava me fazer voltar oferecendo biscoito sem recheio. Qualquer criança que se preze, nunca iria se deixar comprar por um biscoito sem recheio. Eu não atendi.
Continuei na fantasia de voar e quando estava prestes a pular, ela, a intrusa de sonhos, minha mãe conseguiu me agarrar forte num momento de descuido, e nesse dia eu não voei!
Acho que foi daí que veio minha paixão pelo jornalismo, e não depois de grande como eu sempre digo que foi. 
Peraí, estou me lembrando, só pode ter sido. Sim, eu sempre quis estar no lugar dela, e foi por isso que ingressei na faculdade de jornalismo... eu na verdade sempre quis ser a Louis, queria ser salva pelo meu Super Man!

12 de ago. de 2012

Dia dos Pais... tristeza que se instala aqui!

Postagem que foi para o FB, seguida de uma foto muito mal tirada do livro que estou lendo atualmente e contém a frase entre aspas que segue abaixo.

Amanhã é Dia dos Pais e enquanto muitos se preparam para um almoço, um passeio ou ao menos passar o dia ao lado do pai, outros sentem saudade do pai que se foi.
Sentir falta de um pai que morreu não é fácil, mas é aceitável. Difícil mesmo é saber que seu pai te perdeu no esquecimento!!!
Tenho boas lembranças do meu pai, as ruins eu prefiro não buscar na memória. Peço sempre a Deus que cuide dele, onde quer que esteja.
Contudo, não pude deixar de me atentar no que estava escrito no livro que estou lendo atualmente. Senti uma pontinha de similaridade e creio que isso explica muita coisa pra muita gente!!!
Segue:
“Eu me lembro de tentar fazer coisas de meninos, coisas que eu achava que agradariam a meu pai. Mas sempre tinha aquela terrível sensação de que em vez de fazê-lo se interessar mais por mim, eu o deixava ainda mais desapontado por eu ser uma menina.”

16 de jul. de 2011

Dia sério...

Escrito em dezembro de 2010.
Madrugada chuvosa, manhã nublada, dia estranho e sem perspectiva de mudança. É primavera na caótica São Paulo mas o termômetro não passa dos 20°C, e isso porque houve uma queda de temperatura inesperada, já que até anteontem os termômetros marcavam por volta de 36°C.
Aqui é sempre assim, temos que sair de casa com um arsenal dentro da bolsa. Blusa, protetor solar, guarda-chuva, óculos de sol, galochas e boné. (Pensamento 1: Isso não entra na minha cabeça). (Pensamento 2: Depois dizem que bolsa de mulher pesa... a gente é prevenida!)
O dia estava sério nesta terça-feira, tinha um ar suspeito, romântico e curto, sugeria filme, pipoca, sofá e cobertor, claro que uma companhia aconchegante não ia nada mal.
Plenas dez horas da manhã e eu interrompendo o trabalho para escrever, este trabalho que todo mundo finge fazer já que está cada dia mais difícil encontrar possíveis clientes dispostos a nos atender e fora que estamos próximos das férias natalinas.
Contei sobre como foi péssimo voltar pra casa no dia anterior. Pense em duas coisas que não combinam de jeito nenhum, se tu pensou na chuva e eu, parabéns, acertou!
Somos totalmente incompatíveis e tenho dois bons motivos para isso, o primeiro deles é que meu cabelo não pode sentir sequer o orvalho da manhã que fica uma droga, pedindo pra ser lavado.
O segundo deles é que eu não sei andar na chuva. No meu mundo, a chuva é ao contrário, ela vem de baixo pra cima, de lado, de qualquer forma. Não se espante! Se quiser comprovar, tente algum dia caminhar ao meu lado na chuva, eu mesmo de guarda-chuva consigo me molhar da cabeça aos pés.
Na segunda, ao sair do trabalho, estava uma chuva absurda, parecia que o céu estava desabando. Aguardei por um instante na recepção até amenizar e a bendita tava era aumentando. Depois de vinte minutos de espera, eis que ela diminuiu e fomos caminhando a Leide e eu rumo ao metrô Santa Cecília. Lá no terminal, tinha tanta água que precisamos pular as poças e adivinhem só... lá fui eu, pular. Taquei meu pezinho esquerdo dentro da poça e consegui molhar toda minha perna e pé direito!
Juro que até agora estou tentando descobrir como eu fiz isso, parece mágica, é algo que só eu consigo. Existem certas coisas que acontecem comigo que juro que tento entender mas nem de perto chega à ago descritível.
Demorei a valer pra chegar em casa pois o transito estava uma porcaria. O tempo ainda está ruim e se continuar assim até o resto da semana, com certeza terei outras coisas absurdas a respeito da chuva para contar.
Enfim, não gosto de dias assim, onde a chuva reina bem na hora do rush. Acordar cedo parece cansativo, dormir tarde parece mais exaustivo, perder a hora parece ser lei. O relógio trabalha devagar, as pessoas conversam à volta, a gente ri um pouco e sente vontade de deixar de ser algo, afinal já deixamos de ser alguém quando não há opções sobre o que fazer. Escrevo enquanto trabalho, trabalho enquanto escrevo e ninguém entende minhas expressões faciais enquanto trabalho duplamente.